domingo, 15 de junho de 2008

Análise da música The Fragile do album "The Fragile" NINE INCH NAILS (1999)


"The Fragile", começa de maneira fabulosa:

"She shines in a world full of ugliness,

She matters where everything is meaningless

Fragile, She doesen´t see her beauty, She tries to getaway,

Sometimes where just that nothing seems so easy, I can´t watch her slip away"

(Ela brilha em um mundo cheio de destruição,

ela é o que importa quando tudo não tem sentido,

Frágil, ela não vê a própria beleza, ela tenta escapar,

algumas vezes quando tudo parece tão fácil, não posso ver ela escapar);

para explodir num refrão único:

"I won't let you fall apart". (Não vou deixar você se destruir.)

Então perguntará o ouvinte (e o leitor), o Frágil do título é a mulher? Numa primeira vista, tudo aparenta que sim. Mas Reznor joga com as aparências, e numa jogada de mestre, ele mistura paranóia e afeto em uma única estrofe, embalada por uma sequência de notas desafinadas no piano e uma série de ruídos sinistros:
"We´ll find a place to go where we can run and hide,I´ll keep a wall where we can keep them from the other side,But they keep waiting and picking, and picking, and picking".(Nós encontraremos um lugar onde possamos correr e nos esconder,Vou construir um muro que nos separará do outro lado,Mas eles ficam esperando e pegando, pegando, e pegando)
A fuga da realidade se confunde com a busca por um lugar mais puro e por uma espiritualidade mais elevada, e a confusão chega ao máximo quando no final Reznor grita: "I was like you" (Eu era como você).

O narrador se projeta na mulher amada de tal forma que tanto ele como ela são frágeis. Ao assumir a fragilidade humana da qual faz parte, o narrador parte para um outro estágio da sua busca, um estágio em que o que era uma vingança vira uma peregrinação na qual não se pode mais voltar para trás.
FONTE : oindividuo.com

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